Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 31/05/2019

MAIO AMARELO- CONSCIENTIZAR PARA EVITAR MORTES E ACIDENTES NO TRÂNSITO

Movimento Maio Amarelo- 2019

O Movimento Maio Amarelo surgiu não se saber exatamente quando e onde, porém a partir de 2014 as manifestações começaram a tomar forma, mas a proposta, desde o início, era uma só: a necessidade de conscientizar a população para o crescente número de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

Além de alertar, a preocupação de todos- Poder Público e a sociedade civil- para mostrar a necessidade de se prevenir e colocar a  segurança viária como tema cotidiano para todos.

É  papel da sociedade,  juntar-se ao Movimento Maio Amarelo e fazer coro aos diversos segmentos que lutam para mostrar a verdade e importância que o trânsito exige.

Para isso,  segue práticas saudáveis no trânsito:

PEDESTRE

– Atravesse a via sempre olhando para os dois lados;

– Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;

– Atravesse a via utilizando as faixas de segurança ou a passarela. Respeite as placas, os sinais e as regras gerais de trânsito, a fim de promover uma cultura de segurança.

 

PASSAGEIRO

– Use, obrigatoriamente, o cinto de segurança em qualquer situação e distância.

– Menores de 10 anos devem ser transportados no banco traseiro com o cinto de segurança;

– Menores de 4 anos devem ser transportados no banco traseiro e em cadeira especial;

– Menores de 1 ano devem ser transportados no banco traseiro e em assento próprio.

 

CICLISTA

– Trafegue nas ciclovias e ciclofaixas. Onde elas não existirem, ande próximo ao meio fio;

– Trafegue sempre no mesmo sentido dos veículos;

-Lembre-se sempre que capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas reduzem o impacto e o risco de ferimentos graves;

-Nunca pegue carona na traseira de veículos.

 

MOTOCICLISTA

-Use sempre o capacete e exija que seu carona também use;

-Utilize sempre capacete fechado e que tenha o selo do INMETRO;

-Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica;

-Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;

-Utilize luzes de circulação diurna.

 

MOTORISTA

– Transite em velocidade condizente com a velocidade permitida na via em que está trafegando;

– Mantenha distância segura de, pelo menos, 10 metros de distância do carro da frente, principalmente em caso de chuva;

– Utilize luzes diárias de circulação diurna;

Respeite a faixa de pedestre;

– Use sempre o cinto de segurança;

– Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;

– Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica.

 

A importância do uso do cinto de segurança

No caso de uma frenagem brusca, capotagem ou impacto frontal devido a uma colisão, o cinto de segurança protege e mantém o corpo do condutor e dos demais ocupantes no assento.

 

Se beber, já sabe: não dirija!

O consumo de álcool, mesmo em quantidades relativamente pequenas, aumenta o risco de envolvimento em acidentes, tanto para condutores como para pedestres. Além de provocar a deterioração de funções indispensáveis à segurança ao volante, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a capacidade de discernimento, estando em geral associado a outros comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e inobservância do uso de cinto de segurança.

 

Transite em velocidade condizente com a permitida

O campo de visão do condutor também é afetado à medida que a velocidade aumenta. Enquanto a 40 km/h o condutor alcança 100% da capacidade de visualização, a 100 km/h seu campo de visão será de apenas 45 graus.

 

Fonte: https://maioamarelo.com/movimento-maio-amarelo-comemora-5-anos-de-existencia-e-ganha-novo-site/ e http://www.saude.mg.gov.br/vidanotransito – Adaptado por Ana Maria Nogueira Rezende –

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Ana Maria Nogueira Rezende*

Estradas Vicinais- estradas rurais em Minas Gerais- as antigas estradas de ir & vir

No início da história do mundo, o homem era nômade por sua própria natureza, por isso, um viajante nato.

Portanto, era uma necessidade de vida e de morte. O homem do passado, apenas passou a fixar raízes e moradia, onde enterrava seus mortos e assim modificando a paisagem. Criar aglomerações, próximo do que hoje se conhece por cidades foi preciso, para facilitar a vida e comunicabilidade entre cada um. O homem não nasceu para viver isoladamente.

Neste caso, a estrada e o transporte eram condições latentes para o modus vivendi e operandi social  do passado, do presente e, provavelmente, serão  ainda no futuro antropológico.

O homem seguia a pé pelos caminhos, carregava apenas aquilo que aguentavam nos ombros e no lombo dos animais. Assim, foram os primeiros tempos.

Ao passar dos anos, o homem evoluiu, com isso, as estradas e o transportar também.

As estradas foram abertas primeiramente para animais como as mulas, burros e cavalos. Mais tarde para veículos de tração animal- os carros de bois- que puxavam a produção das fazendas pelas estradas carreiras.

Estas estradas carreiras foram responsáveis por abrir novos caminhos e semear cidades pelos Brasil afora e especialmente em Minas Gerais a partir do século XVIII.

No século seguinte, com advento das ferrovias em Minas Gerais, concomitantemente a algumas estradas carreiras foram colocados trilhos para a instalação dos trens de cargas e passageiros. Era o progresso vindo da Europa para o Brasil.  Assim, o transporte ferroviário vigorou primorosamente por algumas décadas no Brasil.  Período memorável para o país  e para Minas Gerais.

No fim século XX o transporte ferroviário deixou de ser próspero, com as vicissitudes que foram impressas ao setor em períodos anteriores. Infelizmente as bitolas utilizadas eram diferentes, largas e estreitas- se mostraram um entrave para o progresso do transporte ferroviário e unificá-las custaria muito aos cofres públicos.  Algumas dessas ferrovias ainda se encontram em uso, porém pouquíssimas para o transporte de passageiros, sendo mais para a concessão de cargas de minérios.

As antigas estradas carreiras foram utilizadas também para a abertura das estradas de rodagem e a posteriori, para as rodovias federais e estaduais que receberam a pavimentação.

Devido a utilização das antigas estradas carreiras, cheias de curvas e pontes de passagem única, como rodovias, não era e ainda não é incomum, mesmo depois de alguns trechos terem sido duplicados ou alterados em sua engenharia, acidentes e grandes percalços- causadores de tragédias imensuráveis aos estradeiros.

As rodovias de hoje não comportam o número, a eficiência e a  modernidade dos veículos que transitam nas estradas que foram feitas para carros de bois- muitas delas abertas pelo passo e compasso trôpego dos burros, cavalos e mulas que seguiam um atrás do outro em suas trilhas- alargadas pelos carros de bois e mais tarde utilizadas com o guia do trem de ferro e rodovia para caminhões, carretas, rodotrens e bitrens.

As estradas de ontem precisam de novos cuidados, com olhares de hoje – para hoje para o futuro. Assim devem ser as estradas de “ir e vir”, pois não somos nômades, mas vivemos como tal- indo e vindo! O mundo se tornou uma grande aldeia global.

 

Rodovia Mineiras- as atuais estradas de ir & vir…

*Historiadora formada pela Universidade de Itaúna em 2002;  Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Escola de Arquitetura da UFMG em 2017- livro publicado em 2012: Transportador Mineiro- História Pioneira.  anitarezende@gmail.com

  • Texto publicado na Revista Viva Grande BH-Ano 6 Edição 20/2019.
Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 12/01/2019

Da Minas para a Gerais- uma viagem com umbu e andu

* Ana Maria Nogueira Rezende

“Beijo travoso de umbu cajá”, a música de Alceu Valença, que tem o sonoro nome de Tropicana evidencia mais que o gosto de uma fruta tipicamente brasileira, presente no árido cerrado e caatinga, do sertão mineiro- adentrando hinterland afora. Além do gosto peculiar, como diz a música, suas raízes, constituídas de tubérculos que se enchem de água, matam a sede daqueles que conhecem essa característica da fruta, que agrada ou desagrada a muitos.

O umbu cajá é esse gosto, que transita da Minas para a Gerais, no caminho do sul para o norte, juntamente com o Andu- um tipo de feijão de árvore- que foi e é um reforço da alimentação nos tempos de pouca chuva.

Diferente das frutas que circulam pelas Minas, o gerazeiro, sim, essa é denominação para quem mora ali, do lado de cima de Montes Claros, na Gerais. O gerazeiro convive com um paladar diferenciado-  frutas que aguçam esse gosto – vai além do “beijo travoso de umbu cajá”, tem o  tamarindo, o maracujá do mato, o coquinho verde e seriguela. Como não gostar?

E o Andu? Gostoso e nutritivo, uma alimentação completa para o sertanejo da Gerais- este que desde cedo se acostumou com o trabalho no sol de uma paisagem que vai do cerrado para a caatinga. Digo, comi e me lambuzei com o umbu cajá e me deliciei na farofa de andu. Gostei tanto que elogiei por onde passei, andu é vida e sustança- alimenta a alma. Em Novorizonte, ali perto de Salinas, tinha feira, como boa interiorana que sou, não dispenso uma. Experimento cheiros e sabores, gosto da gente da feira- seja aqui ou no sertão- o meu sertão ou dos outros. De Novorizonte trouxe o andu, ganhado- presenteado, não para a casa, que ainda estava longe,  mas para São João das Missões. Historiadora- estradeira que sou, reparto o alimento do conhecimento e do corpo pela estrada mesmo.

Logo, as feiras de Agricultura Familiar- trazem para a mesa de todos a produção do homem do campo, das pequenas propriedades e daqueles, que mesmo sem a plena consciência do que fazem, trabalham a sustentabilidade na sua integridade. Por meio dos pequenos produtores, que respeitam a terra e sua temporalidade- fazem o acesso a essas iguarias possível para nós, mineiros e gerazeiros- como um todo.  Sejam essas iguarias, desde as frutas típicas, que chegam na  forma in natura ou como sorvetes e sucos, ou também as farinhas e beijus- tão tipicamente da região dos sertões das gerais como do nordeste e que caiu no gosto do mineiro e do  brasileiro adepto de uma boa alimentação.

Minas Gerais é a diversidade (“diversa cidade”)- em todos os sentidos e paladares. É transição. É o sertão- ser tão sempre!

E, para fechar, não poderia deixar de citar Guimarães Rosa, que  sabia de tudo e todos, tanto sobre a  Minas, quanto a Gerais, por isso afirmou que: “Minas, são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.”

Ainda não conheço todas as Minas, que são muitas e diversas e tão pouco as “mil faces das Gerais”, mas a humilde pretensão, da historiadora-estradeira é essa.

 

*Historiadora formada pela Universidade de Itaúna em 2002;  Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Escola de Arquitetura da UFMG em 2017- livro publicado em 2012: Transportador Mineiro- História Pioneira.  anitarezende@gmail.com

Revista Viva Grande BH- dezembro /2018  – Leia toda a revista: http://www.youblisher.com/p/2015460-/

Fonte: http://www.youblisher.com/p/2015460-/   https://www.vivagrandebh.com.br/

DSC_0271Ana Maria Nogueira Rezende*

Desde os primórdios da vida humana, o homem- por um instinto de sobrevivência- precisou locomover-se. E com isso, vem modificando a paisagem seja ela a cultural, ambiental e humana através dos tempos. A palavra paisagem remete a 1000 a.C., aparecendo pela primeira vez no Livro dos Salmos, como descrição visual do conjunto construtivo dos templos, palacetes e castelos em Jerusalém, do Rei Salomão.

Neste contexto são as estradas e os caminhos que fazem chegar aos lugares e mesmo quando as populações eram nômades, elas se fixavam durante um período em certos momentos de suas vidas. Assim a paisagem faz parte dos lugares e das estradas onde os indivíduos residem e trafegam.

A estrada faz parte de toda a mudança local e regional, pois é por ela que tudo e todos, isto é, mercadorias e seres viventes trafegavam e trafegam, garantindo a sustentabilidade da sociedade.  A estrada é a via- viva- o caminho, a rota, seja ela hidroviária, aeroviária, ferroviária, rodoviária- sendo está última a escolha do Brasil e de Minas Gerais- que valorizou-se os caminhos e estradas já existentes desde Período Colonial, para a concepção de novas rodovias.

Sim, foi o sistema rodoviário que no Brasil obteve substancial crescimento no governo de Juscelino Kubitschek, entre os anos de 1956 e 1961.  O Brasil cresceu sobre o asfalto, porque precisava do dinheiro externo para pagar o desenvolvimento do país. Juscelino tinha uma opção e a fez- pelo rodoviarismo. A construção de ferrovias não atendia as metas propostas pelo governo de JK- era lento o processo de colocar os trilhos das bitolas estreitas e largas em funcionamento no Brasil.  Portanto, não foi a troca de um modal por outro.  Em outros países do mundo a construção de ferrovias acontecia concomitantemente com as rodovias, fato que por aqui não, pelo contrário: os investimentos no modal ferroviário foram ínfimos e não garantiam o crescimento sustentável da ferrovia tanto para cargas quanto para passageiros.

Era uma tendência mundial a expansão automobilística e o Brasil precisava dela para captar recursos e continuar o processo de abertura de estradas proposto na década de 1920 por Whasington Luís, que tinha como lema “Governar é abrir estradas.” Era preciso abrir as estradas, pois, eram as “estradas semeadoras de cidades”, daí a importância estradeira- para a  formação paisagística e consolidação da rede urbana do Brasil como também a mineira.

No contexto estradeiro, Minas Gerais não tem acesso pelo mar, porém constitui e constituiu importante rota para adentramento do Brasil. Assim, o estado possui a maior malha rodoviária do Brasil, com cerca de 16% de rodovias brasileiras cortando seu território, seja por vias federais, estaduais ou vicinais- pois uma se conecta outra, como no passado colonial.

Assim, o tráfego de passageiros e mercadorias nunca foi tarefa fácil nas terras altaneiras das Gerais, impostos cobrados literalmente a “peso de ouro”, pois a moeda de troca era o ouro, pela falta de moeda corrente.

O transporte era realizado por mulas, a maioria delas chegavam a Minas Gerais vindas do sul do país,  da região de Viamão,no Rio Grande do Sul,  logo quando chegavam aqui tinham seu valor aumentado em mais de quatro vezes, pois em cada ponto de entrada das capitanias pagava-se impostos, na época era chamado de “direitos de passagem”, uma forma de pedágio. As mulas que vinham de Viamão, paravam na hoje cidade de Sorocaba em São Paulo, onde havia um grande pasto, dali seguiam pelo antigo Caminho Geral do Sertão e adentravam pelo que hoje seria a MG-O50.  Essas mulas eram o transporte dos tropeiros do passado mineiro, nossos caminhoneiros de ontem.

E que tem a ver tudo isso com as atuais manifestações dos caminhoneiros?

O homem depende da estrada para sua sobrevivência. Isso é fato.

E ficou claro com esta manifestação dos caminhoneiros. Mas a história também mostra que quando não se produz localmente, a população perece. No início do século XVIII, a única preocupação era a lavra de ouro em Vila Rica- atual Ouro Preto e todo o produto que chegava era caríssima- devida a pouca oferta.

Temos demanda de transporte e, logo, das estradas e dos estradeiros desde os primórdios da história.  Por isso a necessidade do conhecimento e valorização histórica local e regional- como um todo e desde sempre.

*Historiadora formada pela Universidade de Itaúna em 2002;  Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Escola de Arquitetura da UFMG em 2017- livro publicado em 2012: Transportador Mineiro- História Pioneira.  anitarezende@gmail.com

Fonte: http://www.youblisher.com/p/1969407-Viva-Grande-BH-18/

Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 31/08/2018

Fetcemg premia empresas de transporte ambientalmente responsáveis

A Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg) reuniu na última semana empresários, lideranças e autoridades dos setores de Transporte e de Meio Ambiente na décima edição do Melhor AR – Prêmio Fetcemg de Qualidade do Ar.

O Melhor AR é o reconhecimento do trabalho realizado pelas empresas de transporte de cargas do estado no monitoramento da emissão de gases e fumaça de seus veículos por meio do programa ambiental Despoluir, da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

O presidente da Fetcemg, Sérgio Pedrosa, e a coordenadora do Despoluir em Minas Gerais, Ana Isabella da Mata, foram os anfitriões da festa que reuniu mais de 150 pessoas na sede da entidade, em Belo Horizonte.

Sérgio Pedrosa e Ana Isabella da Mata

Juliana Martins, presidente do Grupo Repel (uma das premiadas) e Sérgio Pedrosa

Ana Isabella e a equipe do Despoluir em Minas Gerais

Fonte: Assessoria de Imprensa Fetcemg

Crédito das fotos: Sumaya Garcia

A Picada de Goiás –Estrada oficial autorizada em 08 de Maio de 1736 pelo Conde de Bobadela ( reprodução de Ana Maria Nogueira Rezende na dissertação citada)

No dia 31 de março de 2017, foi a Banca da apresentação da minha dissertação que foi desenvolvida durante o Mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável, da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG. Os membros da Banca foram Flávio Carsalade (Arquiteto- Escola de Arquitetura), Leandro Cardoso (Geógrafo- Escola de Engenharia ) e Maria Luiza de Almeida Cunha Castro ( Orientadora-Escola de Arquitetura).

O dia começou com um sentimento histórico daquilo que não vivi e remetia ao ano de 1964.   Ao adentrar na Escola de Arquitetura, não era um dia comum, alunos paralisados e salas fechadas- o assunto era a extirpação dos direitos da previdência social pelo governo atual.  A única palavra que ouvi foi  o nome da montadora de automóveis “Volkswagen”. E isso ficou gravado no meu subconsciente até atravessar a entrada do prédio e conseguir falar com o porteiro! E veio a notícia fatídica- a chave da sala não estava disponível e a secretaria encontrava-se fechada!

O socorro chegou com a orientadora, que como um passe de mágica, pegou a chave e nos acalmou! Nesta hora já estava conversando com o professor Leandro!

A apresentação transcorreu quase que calmamente, senão fossem os batedores de bumbo passeando nos corredores das salas de aula.

Depois algumas centenas de páginas escritas, não era um dia fatídico que  tiraria o foco do trabalho realizado.

Argumentações realizadas, mais trabalho e correções que se fizeram necessárias pelas interferências dos membros da banca.  Crescimento e aprofundamento do conhecimento que agregou valor ao trabalho!

O agradecimento é mais que necessário- quando desejamos algo e fazemos com carinho e dedicação – a realização do objetivo se concretiza. E, assim, foi um desafio, que valeu à pena- falar da Picada de Goiás, um caminho que também foi um descaminho, que ligava São João del-Rei (MG) a Cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho (GO), com seus caminhos do entorno e foi elevada a estrada real no século XVIII (1736)-  importante via para a interiorização do Brasil, passando  pela sertão oeste de Minas.

O modus vivendi e operandi das estradas do período setecentista foi esmiuçado por meio dos cinco fluxos apresentados em superposição pelo sociólogo Arjun Appadurai (2004): pessoas, ideias, tecnologia, dinheiro, imagens e ideias. Os fluxos geraram paisagens correspondentes: Etnopaisagens; Tecnopaisagens Financiopaisagens, Mediapaisagens e Ideopaisagens.  Para analisar a Picada de Goiás,  dentro dos fluxos propostos por Appadurai (2004), foi necessária uma adaptação das Mediapaisagens, substituída pelas “Paisagens da Informação.”

Não se fala de estradas, sem mencionar a importância das mercadorias e bens que trafegam pelas vias estradeiras. Daí a  criação de um sexto fluxo, o “fluxo das mercadorias e dos bens”.  Portanto este sexto fluxo foi analisado com intuito de mostrar sua relação e também investigar os demais fluxos.

O século XVIII, embora se mostre longe da nossa realidade temporal, encontra-se mais presente do que é imaginável no universo estradeiro da atualidade. Basta uma leitura despretensiosa de alguns fatos apresentados na  dissertação e resumidos abaixo:

Cobranças de direitos de entrada, “os pedágios”,  que já aconteciam neste período;

  • A concessão de estradas para terceiros, que, com objetivo de cuidar das vias ganhavam porções de terras, chamadas de sesmarias;
  • Evasão de divisas para burlar o sistema de pagamentos de impostos de Minas Gerais que era um dos mais caros do Brasil, no século XVIII;
  • Roubo de Cargas realizados por bandoleiros que se refugiavam nas estradas;
  • As notícias e correspondências que tinham como único acesso as estradas;
  • O revezamento de condutores de mercadorias e correspondências que contavam com a parceria pública, no caso realizado pelos estafetas- soldados reais e escravos de confiança para a função.
  • As estradas prometidas e não construídas como que ligaria São Paulo a Goiás, passando pelo sudoeste e  noroeste mineiro.  O projeto de Tosi Colombina  (engenheiro e cartógrafo militar) não saiu do papel.
  • Os recortes dos caminhos do passado são partes de nossas estradas estaduais e federais atuais.

Para saber mais só lendo a dissertação completa que  se encontra publicada no site da Biblioteca Digital da UFMG, no seguinte endereço: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/MMMD-AUXEW3 

Texto de: Ana Maria Nogueira Rezende – Historiadora e Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável

Largada vai ocorrer no Marco Zero, em frente ao Parque Ecológico da Pampulha, às 17h; inscrições podem ser feitas até sexta-feira, 17 de novembro

 No dia 25 de novembro, será realizada, em Belo Horizonte, mais uma etapa do Circuito Sest Senat de Caminhada e Corrida de Rua. O evento, que está em sua 4ª edição, conta com percursos de 5 km e 10 km para corrida e 2 km para caminhada. As inscrições podem ser feitas até sexta-feira, dia 17 de novembro, pelo site projetossociais.sestsenat.org.br. A inscrição custa R$ 50 para o público geral. Para trabalhadores do transporte cadastrados no Sest Senat e maiores de 60 anos a inscrição é gratuita.

A partir das 16h, a arena montada no Marco Zero, localizado em frente ao Parque Ecológico da Pampulha (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 6061 – Pampulha) será aberta ao público com guarda-volumes, espaço kids, aquecimento e muita animação. A largada da prova será realizada às 17h. Após a prova, os atletas terão à disposição aulas de alongamento, massagistas e sorteio de brindes. Os primeiros classificados serão chamados para entrar no Lounge dos Campeões para aguardar a premiação.

Os kits exclusivos da competição —que contêm uma sacola do evento, uma camiseta e outros brindes— serão entregues nos dias 23 e 24 de novembro na loja Decathlon, (Avenida Pastor Anselmo Silvestre, 1495 – Bairro União). As vagas são limitadas e a procura tem sido intensa.

Todos os participantes que completarem a prova vão receber medalhas e haverá troféus para os três primeiros de cada categoria (Trabalhadores em Transporte, feminino e masculino; Público Geral, feminino e masculino; e maiores de 60 anos, feminino e masculino.

O Circuito Sest Senat de Caminhada e Corrida de Rua é uma ação do Programa de Esporte e Lazer da instituição, focada em promover e incentivar a prática de exercícios físicos e assim despertar o estímulo para a prática da atividade física e a busca da melhoria da saúde e qualidade de vida. “O Circuito se tornou uma das maiores iniciativas do país pela saúde e bem-estar por uma categoria de trabalhadores e pela comunidade e, hoje, o evento entrou para o calendário esportivo da instituição. Apoiar eventos como esse reforça nosso empenho em oferecer alternativas interessantes de saúde, bem-estar e lazer e abre espaço para a comunidade conhecer o nosso trabalho”, afirma a coordenadora de Promoção Social da unidade Jardim Vitória, Lina Bicas Araújo.

 

Sobre o Sest Senat

O Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) são referência no desenvolvimento profissional e na qualidade dos serviços prestados nas áreas de odontologia, psicologia, nutrição e fisioterapia a trabalhadores do transporte em todo o Brasil.

Os atendimentos são 100% gratuitos para profissionais do transporte contribuintes e seus dependentes. A instituição possui unidades operacionais em todas as regiões do Brasil. Mais de 110 milhões de atendimentos já foram realizados.

Conheça a unidade mais próxima de você: 0800 728 2891

Site: http://www.sestsenat.org.br/

Facebook: https://www.facebook.com/sestsenatbrasil/

 

Serviço: Circuito Sest Senat de Caminhada e Corrida de Rua

Data: 25 de novembro

Horário: 17h (início das atividades às 16h)

LargadaAvenida Otacílio Negrão de Lima, 6061 – Pampulha, Belo Horizonte

Inscrições: de 16 de outubro a 17 de novembro pelo portal projetossociais.sestsenat.org.br

Valor inscrição: Gratuita para trabalhadores do transporte cadastrados no Sest Senat e maiores de 60 anos; R$ 50 para o público geral.

Retirada de kit: Loja Decathlon – Avenida Pastor Anselmo Silvestre, 1495 – União, Belo Horizonte – MG

 

Assessoria de imprensa: Núcleo de Comunicação Fetcemg/Setcemg

(31) 3490-0330

Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 06/10/2017

José Antônio de Assis é homenageado pela FETCEMG

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas de Minas Gerais (FETCEMG) prestou uma homenagem a José Antônio de Assis, presidente benemérito do SETCJF. Confira:

A história da Picorelli Transportes teve início em 1931, um tempo difícil quando o Brasil acompanhava lentamente o processo de recuperação da economia mundial. Era o período de transição do país agrário para o industrial, do Golpe Militar e do início da 2ª Guerra Mundial. Uma época que não se produzia caminhões no Brasil e as estradas, na maioria, não eram pavimentadas.

A empresa de transportes mais antiga em atuação no Brasil foi fundada por Galileu e Roque Picorelli e José Salvador Paura, inicialmente com o percurso Juiz de Fora – Rio de Janeiro. Hoje são 86 anos de tradição no setor, sempre atendendo a indústria e o comércio em geral.

Nascido em 5 de julho de 1924 e casado com Maria de Lourdes Picorelli Assis, com quem teve cinco filhos, José Antônio de Assis é diretor da Picorelli Transportes. Ele iniciou as atividades no setor de transporte de cargas há mais de 55 anos, “com muito orgulho”, diz.

A competição e a dinâmica do mercado sempre fizeram com que a Picorelli Transportes aprimorasse cada vez mais seus serviços, especializando-se no segmento de cargas fracionadas e urgentes com qualidade e segurança. “A persistência e a vontade de alcançar os objetivos sempre foram propulsoras do meu dia-a-dia. A renovação e a preparação da continuidade da empresa sempre tiveram papel importante  para mim. Estamos na quarta geração, com filho e netos sempre trabalhando em objetivos comuns”, destaca.

O sucesso nos negócios e o reconhecimento da importância do associativismo levaram José Antônio a fazer história ao fundar o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Juiz de Fora (SETCJF), que hoje atende à toda a Região da Zona da Mata, em 1974, junto com outros empresários da cidade. “Sempre priorizei o associativismo por acreditar que, juntos, podemos fazer mais e melhor. Um sindicato não se resume a negociações coletivas, é muito mais que isso. O sindicato oferece meios para o empresário adquirir conhecimento e, com isso, promover tomadas de decisão importantes para a sustentabilidade econômica do setor”, destaca.

José Antônio manda uma mensagem para todos os transportadores pelo Dia do Transportador, celebrado em 17 de setembro. “O Brasil é um país em que o modal rodoviário tem uma participação significativa. É primordial valorizar sempre o nosso negócio e acreditar que, mais uma vez, podemos superar, com trabalho e dedicação, os graves problemas políticos e econômicos que enfrentamos hoje, pois em algum momento passará!”, finaliza.

Fonte: FETCEMG

Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 03/10/2017

MEMÓRIA VIVA: LUCIANO PEREIRA

O jornalista Luciano Pereira é um apaixonado pelo transporte rodoviário de cargas. Conhece como ninguém a alma do transportador e sua história.

Na segunda quinzena de setembro de 1971, Luciano Pereira fundou o Jornal Veículo (depois Revista Veículo), uma das primeiras publicações do país especializada em transporte rodoviário de cargas, e desde então acompanha e faz coberturas sobre o setor. Foi co-autor do livro “Transportador Mineiro: história pioneira”, publicado em 2012. Atualmente, é repórter da Revista Carga Pesada.

“O transporte rodoviário de carga fez o Brasil. Pessoal valente, nos tempos antigos não tínhamos estradas e as dificuldades eram muitas. Os transportadores foram uns verdadeiros desbravadores”, diz Luciano.

Regulamentação: reinvindicação desde a década de 70

A primeira capa do Jornal Veículo foi sobre a regulamentação do setor, uma antiga reivindicação do transporte rodoviário de carga. “As lideranças da época lutaram muito, fizeram estudos, projetos, mas não tiveram sucesso”, lembra o jornalista.

Apesar das dificuldades, as décadas de 70 e 80 não foram ruins para o transporte rodoviário de cargas na avaliação de Luciano. “Os fretes eram controlados pelo Governo Federal, as estradas estavam recém-inauguradas, e vivíamos um ambiente de segurança”.

Identidade

Para Luciano, garra e determinação foram características importantes dos pioneiros, deixada como cultura para seus herdeiros.

“O setor já avançou muito e hoje tem uma imagem melhor”. No entanto, ressaltou é muito importante a formação de uma cultura associativista, que muitas vezes é dificultada pela ferocidade do frete e a incapacidade de cumprir o acordado”, diz.

Contudo a grandiosidade do setor é inegável: “O transporte alimenta o crescimento e é alimentado por ele”.

Fonte: Fetcemg

Publicado por: Ana Maria Nogueira Rezende | 03/10/2017

Geraldo Vianna – Vida dedicada ao Transporte

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Geraldo Vianna, 72 anos, é advogado, consultor em transportes, ex-presidente da NTC&Logística e diretor da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Uma importante liderança do setor que participou e participa dos principais movimentos pela profissionalização e desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas (TRC).

São 47 anos e 22 dias de dedicação ao setor, contados e documentados. “Eu era um advogado recém formado e nunca havia passado em frente a uma transportadora quando me chamaram para conversar. Era a Transdroga, uma das maiores empresas de transporte da época e que estava com muitas demandas importantes com prazo a vencer”, recorda.

O que seria apenas uma “conversa” virou seu primeiro dia de trabalho. “Fiz na hora um contrato de meia página estabelecendo as condições que eu queria. Como eu coloquei a data, lembro o dia exato do meu começo no setor de transporte”, detalha.

A Transdroga ainda passaria por muita coisa, como a sua transformação em S/A. A atuação de Vianna cresceu de tal forma que após três anos decidiu fechar seu escritório, transferir contas de clientes para outros colegas e se dedicar apenas à empresa e ao mundo do transporte.

Representatividade

Na década de 80, o advogado foi atraído pelas entidades de classe e passou a se dedicar à representatividade. Foi presidente da NTC&Logística por dois mandatos, de 1º de janeiro de 2002 até 31 de dezembro de 2007. “Para mim, um setor pulverizado como o Transporte só consegue defender seus interesses se tiver entidades fortes. Foi isso que permeou minha vida no TRC”, afirma.

O Dia do Transportador

O “Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas” foi criado pelo Decreto de 9 de julho de 1993, do então presidente da República Itamar Franco, reverenciando a data de fundação da NTC, ocorrida em 17 de setembro de 1963. “Vivíamos uma fase mais ‘romântica’ do setor, que imaginava que uma data comemorativa seria o reconhecimento oficial da nossa importância”, lembra. “Estávamos no embalo da criação do Sest Senat, que nasceu no mesmo ano, mas ainda nos sentíamos muito fracos, com ‘meia dúzia’ de sindicatos e a NTC. Precisávamos nos fortalecer”, conta. “Hoje, vejo que ganhamos respeito. Precisamos comemorar essa data”, completa.

Reflexão sobre o amanhã

Para Vianna, ao falar sobre o futuro, a primeira coisa que lhe vem à cabeça são os ciclos históricos. “O mundo é cíclico. As coisas caem porque subiram e sobem porque caíram. Nada fica sempre em cima ou sempre em baixo”, ameniza.

Para ele, o país passou pela pior crise da sua história, mas a retomada já é uma realidade. “Batemos no fundo do poço e estamos subindo. A recuperação será lenta mas quem sobreviveu a esse ‘tsunami’ estará bem mais forte para um novo momento que vem por aí”, finaliza.

Fonte: Fetcemg

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